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Mostrando postagens de janeiro, 2020

Praça Cívica

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A Praça Dr Pedro Ludovico Teixeira, mais conhecida como Praça Cívica, fica no coração de Goiânia e reúne em si e no seu entorno um patrimônio histórico e artístico tombado pelo IPHAN em 2003. Inaugurada em 1935, para ela convergem as três primeiras e principais avenidas da cidade: Araguaia, Tocantins e Goiás. Uma lenda local conta que essas três avenidas, vistas de cima, formam o manto de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Esta história teria sido inventada por Gercina Borges Teixeira, esposa de Pedro Ludovico, fundador da cidade, e fervorosamente católica. Ao centro da praça encontra-se o Palácio das Esmeraldas, sede do governo estadual. Nela também se encontram o Museu Zoroastro Artiga, primeiro museu de Goiânia, vários outros prédios históricos construidos em estilo art déco, e o Palácio Pedro Ludovico Teixeira, onde se concentra toda a contabilidade e administração financeira do estado de Goiás. A praça ainda conta com um amplo espaço para lazer e apresentações, core...

Parque Vaca Brava

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O Vaca Brava é o parque que mais frequento, por se localizar perto de casa. Seu nome oficial é Parque Sulivan Silvestre, e ocupa uma área de 79.800 metros quadrados. Um dos menores parques de Goiânia. Independente disso, adoro a tranquilidade que encontro lá, o cheiro gostoso do mato, a visão incrível das aves no lago, e a facilidade de estar em um local tão privilegiadamente perto de tudo: lojas, shopping, faculdade, mercados... Costumo ir ao parque aos sábados pela manhã, e nele é possível avistar pais passeando com crianças pequenas, pessoas se exercitando ou meditando, e muitos, mas MUITOS cães de todos os tipos, tamanhos e cores, acompanhados de seus donos. O Vaca Brava é um lugar interessante para os mais soltinhos fazerem amizade também. Alguém passa com o cãozinho, você elogia, puxa conversa... Até para pessoas tímidas como eu surgem oportunidades de trocar algumas palavras com desconhecidos simpáticos, como o rapaz que vendia bolos e me perguntou se eu era fotógrafa profis...

Goiânia, Capital da Art Déco

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Goiânia é a segunda cidade mais importante da Art Déco nas Américas. São vine e dois prédios e monumentos tombados pelo pelo IPHAN, e vários outros prédios que guardam características deste estilo. A Art Déco surgiu na França em 1925, o que explica porque o estilo foi adotado na construção de Goiânia, que começou em 1933. Era o que havia de mais moderno, e por isso foi trazido para o projeto urbanístico da cidade, criado por Attílio Corrêa Lima. É fácil seguir as trilhas desse estilo incrível, que mistura geometria, luxo e estampas. Ele se encontra concentrado no coração da cidade, bem próximo ou ao redor da Praça Cívica. Palácio das Esmeraldas Edifício da antiga Secretaria Geral, atual Centro Cultural Marieta Telles Machado Museu Zoroastro Artiaga

Bosque dos Buritis

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O Bosque dos Buritis foi um dos primeiros lugares que conheci em Goiânia. Localizado na região central, é o parque mais antigo, com 141.500 metros quadrados de muito verde, lagos e vegetação rasteira. O Bosque também é um dos primeiros projetos paisagísticos da cidade, já presente no plano original de 1933. O parque tem como "companheiros" o Museu de Arte de Goiânia, a Assembleia Legislativa e o Centro Livre de Artes da Prefeitura. Possui pista de caminhada, trilhas, parquinho, lagoas e várias cascatas artificiais, abastecidas pelo córrego Buriti e canais subterrâneos. Entre as diversas árvores do Bosque dos Buritis, se destacam, além das palmeiras que lhe deram nome, ipês, flamboyants, jambos, jaqueiras e bacuris, além de bambuzais. Entre as árvores é possível avistar várias aves nativas. O local é muito procurado como área de lazer, não só aos fins de semana, como também durante a semana, tanto por famílias em busca de um local tranquilo em meio ao verde para passar o d...

As Cores do Céu de Goiânia

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Uma das primeiras coisas a me chamar a atenção em Goiânia foi a quantidade de aves não só nos parques, mas também nas ruas. Beija-flores, periquitos, araras, anuns, rolinhas e pombos de vários tipos, canários-da-terra, coleiros, tesourinhas... Nos lagos, as várias aves aquáticas disputando seu espaço com bem-te-vis e suiriris. Nos parques, pica-paus, curicacas, patos, melros, tucanos, araçaris, quero-queros... À noite, corujas. Uma infinidade de cores, formas e tamanhos, de encher os olhos de qualquer amante das aves. Goiânia tem muitas áreas verdes e muitas árvores por todo lado. Os buritis são muito presentes na paisagem, e são fonte de alimentação e abrigo para as araras e para outros pássaros. Um dos meus primeiros hobbies aqui foi justamente fotografar essa riqueza emplumada. As manhãs de sábado no parque tornaram-se preciosas e ansiosamente esperadas. Acompanhar a vida dessas criaturinhas, vê-las se multiplicando e se alimentando, observar seu vôo, suas particularidades, me ale...

Ô, Trem Bão Esse Goiás!

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E hoje vou falar um pouco de algo que agrada à maioria... As delícias daqui! Goiano no geral adora comer, como aliás qualquer brasileiro. Amam doces mais que do que formigas. E aqui é um paraíso, diga-se de passagem. Da pamonha da feira às maravilhas da Della Panificadora, das bebidas cremosas de café do Café Poema à pipoca vendida no parque, tudo é bom e gostoso. Tenho meus lugares favoritos, claro, mas a verdade é que Goiânia, para quem aprecia comer, e comer bem, é um delírio. As opções de doces (em cubos, em barra, cremosos, em potes) são muitas, cada uma melhor do que a outra. Pra quem ama queijos, é a festa, tem muitos, inclusive um requeijão queimadinho de corte que é sensacional. As feiras dos fins de semana são um território inexplorado de guloseimas, e nelas se encontra de tudo um pouco: hamburguer (ops, x-salada), tortas, bolo de pote, docinhos mil, empadôes, espetinhos, jantinhas, e até yakissoba, feito na hora. O empadão goiano merece destaque. A massa é totalmente di...

Museu Pedro Ludovico

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Um dos lugares mais adequados para começar a conhecer a cidade: o museu que foi a casa do seu fundador! Pedro Ludovico Teixeira foi um médico e político nascido na cidade de Goiás em 23 de outubro de 1891. Nomeado interventor do estado de Goiás em 1930, em 1932 começou a elaborar a construção de Goiânia, que passaria a ser capital do estado de Goiás, substituindo a cidade do mesmo nome. Esta transferência agradou ao governo federal, pois estava em consonância com a chamada Marcha Para o Oeste, promovida por Vargas para alavancar a ocupação e o desenvolvimento do Centro-Oeste brasileiro. Em 24 de outubro de 1933 lança a pedra fundamental da cidade, começando então as obras de construção. Construído ainda durante a década de 30, o casarão foi a residência de Pedro Ludovico, que governou o estado de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954, assim como de sua família. A visita ao museu é uma imersão no passado, pois a casa, em estilo art déco, mantém sua estrutura e mobília originais e um dos gui...

Começando a Viagem...

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O vídeo é bom para introduzir a cidade aos que não a conhecem (e não sabem o que estão perdendo). Mas nele não cabem a tranquilidade que tenho aqui, o manso desenrolar dos dias, a educação e gentileza do povo goiano. Não cabe o deslumbramento de ser recebido com sorrisos em órgãos públicos, de ser bem atendido em todo lugar, de conviver com essa gente amável daqui. A gente estranha, e muito. Nele não cabem o sabor delicado das pamonhas na feira, a delícia do empadão e do biscoito de polvilho frito na hora, a profusão de maravilhas culinárias nas feiras de fim de semana, os xis salada tão populares nos pit dogs. A gente fica até meio perdida entre tantas gostosuras e gulodices: doces, temperos, jantinhas, espetinhos... E os produtos da terra, imensos, que parecem ter tomado anabolizantes, mas não. Pura produção local. Nele não cabem a beleza incrível das araras cruzando livres os céus, as descobertas de espécies desconhecidas nos parques, os lagos onde vivem tracajás, peixes e patos... ...

Primeiras Impressões

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Conheci Goiânia em maio de 2018, quando viajei 1.100 km para conhecer o grande amor da minha vida. Mal sabia então que esta cidade também se tornaria um grande amor... Logo ao conhecê-la, cai de quatro com sua beleza e com a simpatia do seu povo. Araras voavam livres pelo céu, e as flores estavam por todo lado. Muitas árvores, muito verde... Uma capital com jeito de interior. Uma cidade grande muito diferente da realidade com a qual eu estava acostumada no Rio de Janeiro, minha terra natal. Goiânia era cheia de encantos naturais e lugares para explorar. Ao mesmo tempo, a cultura brasileira de raiz pulsava em suas veias, viva. Eu já havia me apaixonado pelo Centro-Oeste em 2016, após uma maravilhosa viagem à Brasília. Em Goiânia, essa paixão se concretizou e se solidificou. Neste blog dividirei com vocês minhas descobertas e deslumbramentos, minhas aventuras e a deliciosa culinária de Goiás.  Bem vindos! Puxem uma cadeira e sintam-se em casa.